Segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Venda de álcool gel dispara nas drogarias
“O antisséptico para as mãos se tornou um dos produtos mais vendidos nos últimos dias”, afirmou farmacêutica
Com a disseminação do vírus H1N1, o álcool em gel ganhou destaque nas prateleiras das farmácias em todo o país, pois além do produto ser de fácil acesso, imediato, e sem enxágüe, ele elimina 99,99% dos germes e completa a limpeza das mãos diminuindo assim as chances de contagio da gripe suína.
A farmacêutica Lucielle Borges afirma que a utilização do produto é de fundamental importância na prevenção da gripe, e que a procura pelo antisséptico subiu de maneira estrondosa. “Em apenas uma hora chegamos a vender 20 frascos de álcool em gel. A farmácia Vale Verde em que trabalho não
Entretanto com a chegada da pandemia de gripe A no país, o álcool gel usado na higienização das mãos para evitar o contagio, teve seu preço elevado de maneira absurda, segundo o PROCON o produto chega a estar custando até 220% mais caro. “Infelizmente o que opera no mercado é a lei da oferta e da procura, como houve um grande número de procura pelo produto, este teve seu preço elevado, todavia com a fiscalização do órgão de Proteção ao Consumidor, a farmácia em que trabalho abaixou o preço. O álcool em gel de 100 ml que custava R$ 9,90 está hoje por R$ 8,50, o de 250 ml que estava sendo vendido a R$ 16,50 atualmente se encontra a R$ 14,50, ou seja, estamos tentando vender o antisséptico por um valor mais justo”, contou a farmacêutica.
Para Lucielle o que aumentou ainda mais a venda do produto foi a influência dos veículos de comunicação. ”A mídia foi um carro chefe para a procura do álcool em gel nas farmácias, tanto é verdade que as vendas diminuíram, isso se deve ao fato de que a mídia não esta mais comentando tanto sobre o assunto como estava a duas semanas atrás”, declarou a farmacêutica.
Em uma enquete feita pela reportagem com 45 londrinenses, 30 entrevistados adeririam ao uso do antisséptico, e 25 deles levam o produto para onde vão, procurando sempre que possível lavar as mãos, e seguir outras recomendações do Ministério da Saúde.
Segundo o estudante de administração Adilson Alves o uso do produto é imprescindível e toda a família vem aderindo ao uso do mesmo. “Logo de início eu não usava o álcool, mas com o tempo vi a sua importância e desde então ando sempre com um ao meu alcance, e assim fazem todos lá em casa”, declarou a estudante.
Para a farmacêutica a cultura do uso do produto não existia. “Acredito que esta pandemia pode ter iniciado um novo hábito de higiene aos londrinenses, e até mesmo a maioria dos brasileiros, e que deve ser mantido independentemente de qualquer doença”, afirmou Lucielle.
Repórter Isabella Grade

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