sexta-feira, 4 de junho de 2010

Câncer

A importância das ONGs contra o câncer de mama

“Na ONG tive toda a orientação e assistência”, contou aposentada.

O câncer de mama caracteriza-se pela reprodução rápida de forma desordenada das células da mama, e esta multiplicação anormal faz com que se configure nos seios um tumor maligno. Todavia, isso não significa que todo nódulo encontrado é sinal de câncer. Para saber se o tumor descoberto é maligno, é preciso fazer exames clínicos como a mamografia, e consultar um médico especializado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o número de câncer de mama no mundo é cada vez maior, chegando anualmente a mais de 1.050.000 novos casos. Sendo este tipo de tumor a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres, o que torna a luta contra a doença ainda mais incessante. Para o psicólogo Rafael Thomazini os efeitos psicológicos causados pelo câncer nas mamas é devastador e deixam marcas que pode durar a vida inteira.

E por esta luta contra o câncer de mama ser tão desgastante, a realização de trabalhos de orientação, informação, apoio e conscientização feito pelas ONGs de todo país são de fundamental importância para dar suporte às mulheres que são vítimas da doença.

Uma destas associações é a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), que opera em todo país através de campanhas e ações nacionais e por organizações associadas nas principais capitais brasileiras. “A FEMAMA age através de 42 ONGs associadas, atuando na articulação de uma agenda nacional única para influenciar a formulação de políticas públicas de atenção à saúde da mama, por isso nosso principal objetivo é contribuir para redução da mortalidade por câncer de mama”, disse a assessora de imprensa da organização, Thaís Rücker.

Segundo a assessora de imprensa da FEMAMA a organização foi fundada no dia 22 de julho de 2006 em São Paulo, a partir do projeto Te Toca Brasil, idealizado pelo Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama), que consiste na união de entidades ligadas à causa do câncer de mama para o alinhamento de objetivos. “A nossa meta é unir esforços em prol de uma política nacional que envolva o governo, classe médica e população em geral”, afirmou Thaís.

A assessora contou ainda que mesmo com pouca idade, a organização coleciona conquistas. “Alguns exemplos são o 1º Prêmio Excelência Latina concedido à Femama pela American Câncer Society (ACS), as Caminhadas das Vitoriosas, o Outubro Rosa, a aprovação da Lei 11.664 que regulamenta a mamografia a partir dos 40 anos pelo SUS, as campanhas de Conscientização e os projetos de fortalecimento das Organizações Associadas, entre outras ações”, disse Thaís.

A FEMAMA atua em diversos projetos junto a mulheres, pacientes, sociedades de medicina e poder público, e segundo a presidente da organização, Maira Caleffi, todas as ações têm o objetivo de oferecer mais informação e mobilização para que as mulheres tenham acesso a exames de diagnóstico em estágios iniciais. Para que assim pacientes com câncer de mama tenham acesso ao tratamento e à reabilitação oportunos. “Quanto mais cedo elas chegarem ao diagnóstico, maiores serão as chances de cura”, garante Maira.

Segundo a assessora de imprensa Thaís Rucker, vale ressaltar que a entidade não faz atendimento direto a mulheres. “Nós atuamos de forma a promover políticas de benefício à saúde da mama e apoiar o desenvolvimento da capacidade de ação política das organizações”, disse a assessora.

A aposentada Tamia Dos Santos Oliveira, 68 anos, que teve orientação e assistência a partir da Associação das Mulheres Mastectomizadas de Nova Friburgo (AMMA), contou que a ONG foi de fundamental importância para seu tratamento na luta contra o câncer de mama. “A AMMA deveria ser vista como algo necessário. Aqui tive toda a orientação e assistência. A AMMA representou a vida, me devolveu à vida”, concluiu Tamila.

Repórter Isabella Grade

terça-feira, 18 de maio de 2010

Educação

A precariedade da educação no Brasil

“A educação é reflexo do país, se a educação vai mal, é porque o país também está mal” diz educadora


O Brasil apresenta de forma agravada, algumas características próprias de um país em desenvolvimento, das quais se destaca a deficiência e precariedade no sistema educacional. Para a coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Norte do Paraná e professora de gestão da UEL, Zuleika Claro Piassa, o maior desafio da educação brasileira atualmente é a questão da expansão do Ensino Médio e Superior, e a falta de qualidade sem investimentos vultosos. “O governo brasileiro sabe que a educação enfrenta problemas como a má formação dos professores e, também, a carência de uma cultura popular que valorize a formação dada pela escola” diz a educadora.

Em todo o país devido ao grande crescimento populacional ocorrido até pouco tempo atrás, as dificuldades de se universalizar a educação foram ampliadas. Diante a tantas dificuldades o governo federal propôs alguns projetos para melhorar a educação, como as cotas nas universidades públicas, e o ProUni. Para Zuleika estes projetos atendem à questão da democratização do ensino superior. “Mas não concordo com o ProUni, pois o governo compra vagas no ensino privado ao invés de criar vagas no setor público” diz a coordenadora. Já para a especialista em didática de alfabetização e Educação especial Monica Maria Teixeira Figueirol estes projetos se fazem necessários, porém não são a forma ideal de inclusão. “Isso deveria acontecer de forma natural” diz a educadora.

Para Figueirol a estrutura das escolas públicas no país são inapropriadas para o atendimento dos alunos, principalmente, daqueles que apresentam necessidades educacionais especiais. “Acredito que deve haver uma mudança nas políticas da educação, já que os professores são mal remunerados, e possuem dificuldades para atender os alunos reais, aqueles que realmente precisam de um ensino público de qualidade” diz a especialista.

Segundo o senso da educação básica brasileira, realizado pelo instituto de pesquisas ligado ao MEC (Inep), 1,8 milhões de professores que atuam na educação básica em escolas públicas e particulares do país, estão despreparados. Zuleika acredita que é muito fácil fazer críticas sem levar em conta o número de alunos por sala, a falta de material didático, a falta de tempo pra planejar, a falta de respeito dos alunos e dos pais, e as péssimas condições em que muitos alunos chegam na sala de aula. “A educação é reflexo do país, então não é a educação que vai mal, é o país” afirmou a coordenadora.

Mesmo diante a tantos problemas presentes no sistema educacional do país as educadoras não desanimam. “Aprendemos a aprender, a reflexão sobre nossa prática nos faz sujeitos mais conscientes de fazer melhor, isto me motiva” diz Figueirol. Já para Zuleika a docência, é trabalho para pessoas competentes, inteligentes, e idealistas, portanto requer profissionais que estejam dispostos a lutar e a contribuir para construção de uma educação melhor e de uma sociedade mais justa.

Repórter Isabella Grade

Empreendedorismo


Muda o perfil do empreendedor brasileiro

“O caminho para se ter um empreendedorismo de sustentabilidade é o conhecimento” diz empresário,

Segundo uma pesquisa realizada pelo GEM (Global Entrepreneurship Monitor) estudo que se consolida como um dos mais importantes do empreendedorismo, muita coisa mudou no perfil e na postura dos empresários brasileiros, já que eles entenderam que, para iniciar e gerenciar um negócio sustentável, o melhor caminho é sempre o do conhecimento.

O empresário Adilson Alves Grade, proprietário da corretora de seguros Via Multi, não só concorda com o estudo feito como acredita que o conhecimento é a base do negócio. “Quem não é qualificado não pode se colocar na função de gerir a atividade proposta. Não é possível sentar-se na cadeira de chefe e dar ordens se você não está preparado pra isso, portanto a preparação aumenta a possibilidade de sucesso do empreendimento” diz o administrador.

Para Alves além do conhecimento científico, os empreendedores devem desenvolver outras características como Conhecimento do negócio, flexibilidade, coerência, agressividade, determinação, e competitividade. “Com estas características aliadas a seu favor, o empreendedor poderá obter a chave para o sucesso empresarial”, afirma Alves.

Segundo o empresário existem pontos positivos em ter seu próprio negócio como a possibilidade de realizações pessoais, satisfação e domínio sobre as tarefas. Mas em contrapartida existem também alguns pontos negativos. “A responsabilidade do gestor ou empreendedor aumenta demasiadamente já que ele precisa administrar o tempo para não tornar-se escravo dele, a carga tributária é demasiadamente elevada e os riscos trabalhistas também são aspectos muito negativos que devem ser levados em conta para realização de qualquer empreendimento” diz o corretor de seguros.

Ano após ano o número de empreendedores tem diminuído no país, e para Alves isto se deve a falta de planejamento estratégico, financeiro e emocional, bem como a falta de incentivo do governo. “Achei brilhante a iniciativa do SEBRAE com o desafio que eles estão propondo em várias universidades do país. Acredito, que o governo deveria se espelhar neste órgão, pois, iniciativas como esta simula situações próximas a realidades vividas por um empreendedor, e faz com que haja um incentivo maior aos jovens que almejam iniciar seu próprio negócio” conclui o empresário.

Repórter Isabella Grade