“Na ONG tive toda a orientação e assistência”, contou aposentada.
O câncer de mama caracteriza-se pela reprodução rápida de forma desordenada das células da mama, e esta multiplicação anormal faz com que se configure nos seios um tumor maligno. Todavia, isso não significa que todo nódulo encontrado é sinal de câncer. Para saber se o tumor descoberto é maligno, é preciso fazer exames clínicos como a mamografia, e consultar um médico especializado.
Segu
ndo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o número de câncer de mama no mundo é cada vez maior, chegando anualmente a mais de 1.050.000 novos casos. Sendo este tipo de tumor a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres, o que torna a luta contra a doença ainda mais incessante. Para o psicólogo Rafael Thomazini os efeitos psicológicos causados pelo câncer nas mamas é devastador e deixam marcas que pode durar a vida inteira.
E por esta luta contra o câncer de mama ser tão desgastante, a realização de trabalhos de orientação, informação, apoio e conscientização feito pelas ONGs de todo país são de fundamental importância para dar suporte às mulheres que são vítimas da doença.
Uma destas associações é a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), que opera em todo país através de campanhas e ações nacionais e por organizações associadas nas principais capitais brasileiras. “A FEMAMA age através de 42 ONGs associadas, atuando na articulação de uma agenda nacional única para influenciar a formulação de políticas públicas de atenção à saúde da mama, por isso nosso principal objetivo é contribuir para redução da mortalidade por câncer de mama”, disse a assessora de imprensa da organização, Thaís Rücker.
Segundo a assessora de imprensa da FEMAMA a organização foi fundada no dia 22 de julho de 2006 em São Paulo, a partir do projeto Te Toca Brasil, idealizado pelo Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama), que consiste na união de entidades ligadas à causa do câncer de mama para o alinhamento de objetivos. “A nossa meta é unir esforços em prol de uma política nacional que envolva o governo, classe médica e população em geral”, afirmou Thaís.
A assessora contou ainda que mesmo com pouca idade, a organização coleciona conquistas. “Alguns exemplos são o 1º Prêmio Excelência Latina concedido à Femama pela American Câncer Society (ACS), as Caminhadas das Vitoriosas, o Outubro Rosa, a aprovação da Lei 11.664 que regulamenta a mamografia a partir dos 40 anos pelo SUS, as campanhas de Conscientização e os projetos de fortalecimento das Organizações Associadas, entre outras ações”, disse Thaís.
A FEMAMA atua em diversos projetos junto a mulheres, pacientes, sociedades de medicina e poder público, e segundo a presidente da organização, Maira Caleffi, todas as ações têm o objetivo de oferecer mais informação e mobilização para que as mulheres tenham acesso a exames de diagnóstico em estágios iniciais. Para que assim pacientes com câncer de mama tenham acesso ao tratamento e à reabilitação oportunos. “Quanto mais cedo elas chegarem ao diagnóstico, maiores serão as chances de cura”, garante Maira.
Segundo a assessora de imprensa Thaís Rucker, vale ressaltar que a entidade não faz atendimento direto a mulheres. “Nós atuamos de forma a promover políticas de benefício à saúde da mama e apoiar o desenvolvimento da capacidade de ação política das organizações”, disse a assessora.
A aposentada Tamia Dos Santos Oliveira, 68 anos, que teve orientação e assistência a partir da Associação das Mulheres Mastectomizadas de Nova Friburgo (AMMA), contou que a ONG foi de fundamental importância para seu tratamento na luta contra o câncer de mama. “A AMMA deveria ser vista como algo necessário. Aqui tive toda a orientação e assistência. A AMMA representou a vida, me devolveu à vida”, concluiu Tamila.
Repórter Isabella Grade

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