sexta-feira, 16 de abril de 2010

Gripe Suína


Domingo, 10 de maio de 200
9

Caem as vendas de carne de porco em Londrina

As pessoas associam a gripe suína com a carne do animal e isso faz com que as vendas sejam afetadas, disse veterinária da Perdigão

A veterinária e gestora do Centro de Disseminação da Perdigão, Danielle da Silva Borges, disse estar aliviada com a mudança do termo “gripe suína” para AH1N1. “Trata-se de um vírus que inclui em suas características componentes suínos, de aves e humanos, e que nunca foi detectado nos porcos”, disse Danielle. Portanto, segundo a veterinária não há motivos para preocupações, e as pessoas podem consumir o produto normalmente. “O nome dado ao vírus, faz com que as pessoas associem a doença à carne do animal, afetando assim o consumo da carne de porco, mas não há motivos para isso”, garantiu a gestora.

Todavia, mesmo sendo comprovado cientificamente que não existe uma relação da carne suína com a doença, houve na cidade de Londrina uma grande queda no numero de vendas do produto. “No meu açougue eu costumava vender muita carne de porco, mas quando apareceu essa gripe, as vendas pararam. Agora quase não vendo o produto, e acabei tendo um grande prejuízo, pois pra não perder ainda mais clientes abaixei em quase quarenta por cento o preço da carne”, contou o açougueiro Manuel Souza.

Por mais que o medo seja um sentimento instalado na cidade, existem pessoas que preferem aproveitar as reduções de preço da carne de porco nos super mercados e açougues londrinenses. A dona de casa Alice Bernardes é uma delas. ”Eu até tenho um pouco de medo, mas vale muito a pena aproveitar as promoções, por isso, estou sempre ligada, e quando tem uma promoção do produto já saio correndo pro mercado”, contou Alice.

Segundo a veterinária Danielle, a empresa Perdigão vem sofrendo quedas nas vedas de produtos suínos de maneira lenta e gradual. “Por enquanto a empresa está sendo pouco afetada, mas como medida preventiva, o número de abates e compras de suínos foram reduzidos”, afirmou a gestora.

A veterinária por trabalhar apenas com a matéria prima da empresa ainda não esta sentindo uma mudança drástica no seu cotidiano. “Eu trabalho com a matéria prima, produzo o sêmen que vai ser usado para emprenhar as fêmeas suínas da Perdigão, ou seja, trabalho hoje para ver resultado daqui a 114 dias. Já as vendas que são o produto final, e a derivação do meu trabalho estão sentindo muito com o vírus”, contou Danielle.

A gestora afirmou ainda que se a gripe continuar com certeza a área dela será atingida. “Querendo ou não a empresa pode diminuir o número de suínos, e se isso acontecer, terei que produzir menos sêmen, pois menos porcas serão inseminadas”, disse a veterinária.

Quanto à empresa, Danielle se mostrou tranqüila. “A perdigão é uma grande multinacional, portanto acredito que demorará um pouco para a empresa ser realmente abalada” concluiu a gestora.

Repórter Isabella Grade

Nenhum comentário:

Postar um comentário